Esta semana saiu uma entrevista com o Miguel Falabella no UOL Televisão, em que ele critica o grau de instrução da população brasileira:
O nível mental das pessoas que assistem à tevê no Brasil é por volta de 9 anos de idade. Em comparação a um jovem francês, o que lê um jovem brasileiro? Um jovem francês lê 200 vezes mais. E um país que não tem educação nos condena à mediocridade. Aqui mesmo tem diálogos e piadas que as pessoas não entendem, porque não têm informação. É o que eu brinco: para entender o “Toma Lá Dá Cá” tem de, pelo menos, ter lido “A Moreninha”.
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Ela [a tevê] precisa se repensar urgentemente, como um todo. Nós precisamos apontar novos caminhos – mas é muito difícil. Porque nós trabalhamos com uma matéria-prima que é a palavra. Quanto menos educado é o povo, menos você pode dizer as coisas, por que as pessoas não entendem. As pessoas não leem e não sabem escrever. É aterrador. Por isso enfatizo a educação. O povo precisa ser educado, a leitura tem de ser incentivada. Não sei o que vai acontecer, mas, obviamente, mudanças são necessárias. (Para ver a matéria completa clique aqui.)
Ele tem toda razão. A educação e a prática de leitura no Brasil está, de fato, longe do ideal.
Agora, é muito fácil dizer que o povo é sem educação e não entende a “arte” produzida por ele. Qual o comprometimento dele, enquanto formador de opinião e comunicador, com a educação?
O que ele (e os meios de comunicação de forma geral) tem feito para reverter essa situação?
Não dá só pra criticar e polemizar, né?
A data remete ao nascimento de Monteiro Lobato, pai da Literatura Infantil contemporânea no Brasil. Lobato traz, já na década de 1930, várias características da nova infantil/juvenil brasileira: uma literatura imaginativa, que mistura a realidade, ao mágico e ao fantástico. Uma forma de fazer literatura que só se estabelecerá, de fato, quarenta anos depois, com o chamado “boom da literatura infantil”.


Amigos, no 



